Epah bom bom era a disciplina de cidadania de Educação Moral e Religiosa Católica, onde aprendemos que uma senhora que apareceu em cima de uma azinheira a três meninos pobres analfabetos no curioso ano de 1917, foi inseminada artificialmente pelo Espírito Santo e que o fruto do seu ventre salvaria a Humanidade, justificando assim os milhões de mortos na Inquisição e nas Guerras Santas e relativizando que parte significativa dos seus fiéis celibatários tenham abusado sexualmente de centenas de milhares de crianças durante décadas e apoiado explicitamente as mais pérfidas ditaduras fascistas por esse mundo fora. Bons tempos.
Divagações, considerações, devaneios e pensamentos sobre vivências, temas, experiências, tudo aquilo que me desperta interesse.
terça-feira, outubro 22, 2024
sexta-feira, janeiro 19, 2024
Ponte adiada
A ponte que liga a Chamusca à Golegã é o principal ponto negro no que concerne ao tráfego rodoviário no distrito de Santarém. É uma ponte antiga, obsoleta e com visíveis problemas estruturais. Diariamente provoca infindáveis constrangimentos a milhares de automobilistas. É absolutamente prioritária a conclusão do troço do IC3 entre Almeirim e Vila Nova da Barquinha, incluindo a construção de uma nova ponte sobre as duas margens do Tejo.
Durante a última legislatura o PCP propôs em várias ocasiões a sua inscrição nos orçamentos de estado, tendo a mesma sido sistematicamente rejeitada. Inclusivamente, os 9 deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Santarém não votaram favoravelmente essa proposta. Seria interessante irem agora fazer campanha eleitoral para a ponte e explicarem aos seus utilizadores as razões desse voto.
É por exemplos como este que se torna imprescindível eleger deputados comprometidos com a resolução dos problemas reais e concretos das populações que se propõem representar. Sim, porque nós elegemos deputados, e não primeiros-ministros ou governos, ao contrário daquilo que os media nos querem fazer crer. Pensava que isto tinha ficado claro em 2015, mas ainda há muito interesse em que permaneça confuso.
Viana-a-par-de-Alvito
Alvito e Viana do Alentejo assinalam a restauração dos respectivos concelhos, ocorrida a 13 de janeiro de 1898, com a organização conjunta da corrida Viana-a-par-de-Alvito, disputada entre os imponentes castelos edificados em cada uma das respectivas sedes de município. Realizou-se a 5.ª edição no passado domingo, com partida em Alvito e chegada a Viana do Alentejo - vai alternando anualmente - numa distância de quase 13 km, com um assinalável ganho de elevação, quase 200 metros, sobretudo na segunda metade da prova, desde Vila Nova da Baronia até à entrada de Viana do Alentejo.
Pareceu-me uma corrida interessante para começar o corrente ano. Sendo uma estreia na mesma, desconhecia o percurso e apesar de algum sofrimento na longa e contínua subida (cerca de 6 km), deu para melhorar os índices físicos, que estão longe de serem os melhores nesta fase da temporada. 5.º lugar no escalão M40, 22.º na geral, entre cerca de centena e meia de participantes, um número simpático para o interior alentejano, ainda para mais num fim-de-semana em que se disputavam provas importantes, desde logo os nacionais de estrada em Tomar, sem esquecer os Trilhos dos Reis em Portalegre ou a Meia-Maratona do Seixal.
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