sexta-feira, janeiro 19, 2024

Ponte adiada

A ponte que liga a Chamusca à Golegã é o principal ponto negro no que concerne ao tráfego rodoviário no distrito de Santarém. É uma ponte antiga, obsoleta e com visíveis problemas estruturais. Diariamente provoca infindáveis constrangimentos a milhares de automobilistas. É absolutamente prioritária a conclusão do troço do IC3 entre Almeirim e Vila Nova da Barquinha, incluindo a construção de uma nova ponte sobre as duas margens do Tejo.


Durante a última legislatura o PCP propôs em várias ocasiões a sua inscrição nos orçamentos de estado, tendo a mesma sido sistematicamente rejeitada. Inclusivamente, os 9 deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Santarém não votaram favoravelmente essa proposta. Seria interessante irem agora fazer campanha eleitoral para a ponte e explicarem aos seus utilizadores as razões desse voto.

É por exemplos como este que se torna imprescindível eleger deputados comprometidos com a resolução dos problemas reais e concretos das populações que se propõem representar. Sim, porque nós elegemos deputados, e não primeiros-ministros ou governos, ao contrário daquilo que os media nos querem fazer crer. Pensava que isto tinha ficado claro em 2015, mas ainda há muito interesse em que permaneça confuso.

Viana-a-par-de-Alvito

Alvito e Viana do Alentejo assinalam a restauração dos respectivos concelhos, ocorrida a 13 de janeiro de 1898, com a organização conjunta da corrida Viana-a-par-de-Alvito, disputada entre os imponentes castelos edificados em cada uma das respectivas sedes de município. Realizou-se a 5.ª edição no passado domingo, com partida em Alvito e chegada a Viana do Alentejo - vai alternando anualmente - numa distância de quase 13 km, com um assinalável ganho de elevação, quase 200 metros, sobretudo na segunda metade da prova, desde Vila Nova da Baronia até à entrada de Viana do Alentejo.


Pareceu-me uma corrida interessante para começar o corrente ano. Sendo uma estreia na mesma, desconhecia o percurso e apesar de algum sofrimento na longa e contínua subida (cerca de 6 km), deu para melhorar os índices físicos, que estão longe de serem os melhores nesta fase da temporada. 5.º lugar no escalão M40, 22.º na geral, entre cerca de centena e meia de participantes, um número simpático para o interior alentejano, ainda para mais num fim-de-semana em que se disputavam provas importantes, desde logo os nacionais de estrada em Tomar, sem esquecer os Trilhos dos Reis em Portalegre ou a Meia-Maratona do Seixal.

quinta-feira, março 30, 2023

5 minutos de Jazz

Por norma, janto tarde. Tenho rádio na cozinha, sintonizado na rádio pública. 5 minutos antes das 10 da noite lá vinha ele com o seu icónico "5 minutos de jazz". Um hábito de anos a fio que hoje termina.

Obrigado, José Duarte, por nos mostrar o quão incrível e diversificada é a música jazz.


sábado, março 12, 2022

«Que tempos são estes em que temos de defender o óbvio?» (*)

Que tempos são estes:

- onde em plena era da Informação, há tanta disseminação de desinformação?

- onde se romantiza a ida de voluntários, sem qualquer formação militar, para a frente de guerra?

- em que se limita a empatia com refugiados mediante a cor da pele e a distância geográfica?

- onde se clama por sanções económicas, sem pensar no efeito boomerang?

- onde a narrativa dominante não admite contextualização ou enquadramento?

- onde a fúria vingativa não admite a predominância do apelo ao cessar-fogo?

- onde o conhecimento não é bem-vindo, e tudo se resume a bons e maus, heróis e vilões?

- onde se achincalham as posições pacifistas de quem sabe a barbárie que é a guerra?

- onde se normaliza e relativiza entregar armas a grupos paramilitares nazis?

- em que se exige mais guerra para se obter Paz?

(*) Bertolt Brecht

terça-feira, novembro 10, 2020

domingo, dezembro 09, 2018

Sub 2h49' na Maratona de Málaga

Gosto de números, estatísticas e de definir metas. Nesse sentido, tinha cinco objectivos para a minha sexta maratona:

- o 1.º, o mínimo, era naturalmente terminar a prova;
- o 2.º, o razoável, era baixar das 3 horas;
- o 3.º, o principal, era bater o recorde pessoal que estava nas 2h51'18'';
- o 4.º, o excelente, era quebrar a barreira das 2h50'; 
- finalmente, o 5.º, o fantástico, era baixar dos 4'/km, o que equivaleria a fazer pelo menos 2h48'25''.

A preparação para a prova decorreu conforme planeado. Durante quatro meses foram percorridos mais de 1300 km, aos quais se juntaram cerca de meio milhar de km de ciclismo e meia centena de natação, sem esquecer ainda muitas horas de alongamentos, flexibilidade e de reforço muscular nas aulas de pilates e de pump. Sim, porque o atletismo não deve ser só corrida. Pelo meio de tudo isto deu ainda para bater os recordes pessoais aos 20, 15 e 10 km em Almeirim, Benavente e Samora Correia, respectivamente.

Hoje, tratava-se apenas de desfrutar da maratona. O famoso muro dos 30 km não é um mito. Parece-me cada vez mais real. A partir daí foi cerrar os dentes e dar tudo para tentar minimizar as perdas de tempo. Com o aproximar do final da prova mais pesados se tornavam os quadricípetes. Consegui passar a meta com 2h48'53", à média de 4'00''/km. Quatro objectivos alcançados. O quinto fica para a próxima.



Málaga, a cidade mediterrânea de Picasso, tem praia, porto, uma marginal enorme e um bonito centro histórico. Fiquei agradavelmente surpreendido com o percurso.
 
Obrigado pelo apoio e incentivos. Agora vou descansar. Voltarei mais forte.

quinta-feira, outubro 30, 2014

Meritocracia

Este é o "elevador social" que o paulinho das feiras anunciou até à exaustão durante a campanha das últimas legislativas.


domingo, dezembro 29, 2013

Provas de Atletismo 2013

Terminou ontem a temporada de 2013 no que diz respeito a provas de Atletismo. O balanço é mais do que positivo, denotando a evolução competitiva de um tipo outrora ocioso e com alguns quilos a mais para um atleta activo e detentor de uma forma física bastante razoável. 2014 está já aí à porta e as expectativas são as de continuar no caminho da suplantação de marcas e de resultados. Baixar dos 40 minutos nos 10 km é a próximo objectivo, sem esquecer a desejada estreia na meia-maratona.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

O tuga

O tuga é um português pequenino. 

Não necessariamente de altura, 
mas sim de envergadura. 

Desprovido de qualquer consciência de classe e incapaz de simples acto de solidariedade.
Inveja e abomina a infelicidade alheia, porque, vista de lentes distorcidas, até parece felicidade.

sexta-feira, setembro 20, 2013

Lição de vida

E ao terceiro dia o ponto alto da campanha até ao momento. No lugar da Várzea Fresca, na freguesia de Foros de Salvaterra, uma senhora fragilizada pelas agruras de quase 91 anos de idade, mas com um olhar azul brilhante como um dia de céu limpo, lúcida e detentora de uma sabedoria impressionante para quem nunca aprendeu a ler nem escrever, transmitiu-nos uma lição de vida que merece ser divulgada, em especial para todos aqueles que nunca ouviram falar em tais coisas, nem tão pouco fazem o mínimo esforço por conhecer.

«Saíamos de casa de noite escura para forrar no campo ao nascer do sol. Foi assim que criei os meus três filhos. Dava-lhes de mamar a meio da manhã pois era a única coisa que havia. E lá ficavam debaixo de uma árvore todo o dia, cheios de formigas, até se por o sol, altura em que despegávamos do trabalho. Havia quem se revoltasse, mas vinha logo a carrinha preta [agentes da PIDE] para os levar e calar. Foi graças a vocês, os comunistas, que conquistámos [operários agrícolas do Alentejo e do Ribatejo] as 8 horas de trabalho diárias. Maldito fascismo que nos condenou à miséria durante tantos anos e muitos levou e matou como a Catarina Eufémia. Dizem que isto agora está muito mal, mas nunca vivi tão bem como nestes últimos anos.»

São testemunhos como este que nos emocionam e fazem com que continuemos a lutar pela Liberdade, pela Democracia e pelo Socialismo, ou seja, pelos ideais e pelas conquistas da Revolução de Abril. Por muito má que seja a actual situação do país, nunca os portugueses viveram tão bem como nos últimos 39 anos. Facto. E era bom que muitos jovens e outros menos jovens percebessem isto. Quem não conhece nem faz questão de conhecer o passado do seu povo, não consegue compreender verdadeiramente o presente nem de encarar devidamente o futuro.