
Curiosamente ou talvez não, o Bayern começou a perder esta final no Verão passado quando Van Gaal dispensou o excelente Lúcio, apostando numa dupla de centrais constituída pelos imponentes Demichelis e Van Buyten, fortíssimos fisicamente, mas extremamente duros de rins e quase tão lentos como uma tartaruga. Mourinho não se fez rogado e contratou o capitão da selecção brasileira por uma verdadeira pechincha. Ontem, tal como em toda a temporada, Lúcio voltou a ser dos melhores jogadores do Inter, ao contrário dos seus dois antigos companheiros de equipa, verdadeiramente desastrosos na abordagem aos lances que deram os golos a Milito.
O avançado argentino já havia sido decisivo na conquista da Coppa Italia e do scudetto ao apontar os tentos que consumaram essas conquistas, voltando a mostrar classe pura defronte da baliza. Dois remates, dois golos. Que mais se pode pedir a um ponta de lança?
Do lado bávaro destaque por inteiro para Robben. O extremo holandês, mesmo sem grandes espaços, fez a cabeça em água a Chivu, provando mais uma vez que, caso não fossem as constantes e arreliadoras lesões, estaria a um nível semelhante ao de Messi e Cristiano Ronaldo.

Mourinho conquista assim o seu segundo ceptro europeu e vai partir para Madrid em busca de um inédito terceiro por outros tantos clubes. Poderá não ser o tipo mais simpático, muito menos o mais humilde, mas é brilhante tacticamente e na motivação que confere aos seus jogadores. Paralelamente a isto exibe sempre uma confiança tal que acaba invariavelmente por ter a estrelinha da sorte do seu lado. Em poucos anos como treinador principal já tem o seu nome inscrito entre os maiores mestres do jogo. Com ambição desmedida, parecem não haver limites para a sua sede de conquistas. Até onde chegará este homem?